Quinta-feira, 18 de julho de 2019

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09/07/2019 - 09h30 / Atualizada 09/07/2019 - 09h44



Nerepp aponta para aumento de 0,59% na Cesta Básica em junho


Pesquisa realizada pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas traça panorama de composição da Cesta Básica


por Afonso Ferreira Verner

O Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp) divulgou o índice da cesta básica de junho - o órgão é ligado à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e realiza o acompanhamento mensal da composição de preços da Cesta Básica. O índice de junho corresponde a primeira semana deste mês, comparada a primeira semana de julho - neste caso a variação mensal em julho representou um aumento de 0,59% no preço da Cesta.

Os pesquisadores do Nerepp acompanham os preços de venda de cada um dos itens que compõem a cesta. No grupo de alimentação geral, por exemplo, houve um aumento de 0,64% nos preços e, neste caso, o produto com a maior variação positiva foi o sal, com aumento de 6,26%, já o feijão teve uma queda de 7,50% no preço durante o período analisado. 

Ao observarem os preços do grupo de hortifrutigranjeiros, os pesquisadores do Núcleo notaram um aumento de 3,34% no grupo - nesta área, o produto de maior variação positiva foi a batata com 21,80%, já em variação negativa foi a vez do tomate com 20,66% de queda no preço. O grupo da Carne, por sua vez, teve uma queda de 0,30% - dentro deste grupo a carne bovina apresentou a maior variação positiva com aumento de  1,39%, enquanto o frango veio a apresentar a maior variação negativa de 3,85%.

Variações nos produtos de higiene e limpeza

Ao analisar a variação de preços dentro do grupo higiene, os pesquisadores do Núcleo notaram um aumento de 0,06% nos valores praticados no grupo e, dentro deste tipo de item da Cesta Básica, o produto de maior variação positiva foi o papel higiênico com 2,39%, já o produto de maior variação negativa foi o sabonete com queda de 8,04%. O grupo limpeza registrou queda de 0,24%, tendo como produto de maior variação positiva a esponja com 14,78% e o produto de maior variação negativa foi o desinfetante com 4,08%.

Maiores quedas e preços promocionais

Ao analisar as variações elencadas durante a pesquisa, os membros no Núcleo destacam que o grupo que teve o maior aumento de preços foi o de Hortifrutigranjeiro com 3,34% de elevação, já o produto de maior elevação foi a batata com 21,80% de aumento no preço durante o período analisada. Por sua vez, o grupo de carnes foi aquele que teve maior queda, com diminuição de 0,30% e o produto de maior queda foi o tomate com 20,66% de diminuição no período analisado. 

A equipe de pesquisadores do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas pode observar ainda que preços promocionais nem sempre demonstram a realidade, pois alguns produtos foram encontrados mais baratos que em estabelecimentos onde os mesmos se apresentavam em promoção.

Salários mínimos e compra da Cesta Básica 

Os pesquisadores realizaram ainda a comparação dos valores da Cesta Básica comparados ao salário mínimo que atualmente é de R$ 998,00, já a Cesta custa ao menos R$ 513,81. Desta forma, uma família com renda mensal de apenas um salário mínimo gastaria cerca de 51,48% de sua renda, pois a atual renda seria suficiente para adquirir a mesma cesta básica apresentada.

Relacionando-se famílias de dois, três, quatro e cinco salários mínimos, os pesquisadores observam que, para a aquisição da Cesta Básica, esses grupos familiares gastariam respectivamente de 25,74%; 17,16%; 12,87%; e 10,30% de suas rendas.

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